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Qual a diferença da audiometria clínica para audiometria ocupacional?

Qual a diferença da audiometria clínica para audiometria ocupacional?

De acordo com a Classificação Brasileira de Procedimentos em Fonoaudiologia publicada pelo CFFa em janeiro de 2010, entende-se por audiometria tonal limiar a pesquisa de limiares psicoacústicos para tons puros,por via aérea e via óssea. O procedimento, independente do local de atuação, clínico ou ocupacional, deve ser realizado de acordo com o previsto na Classificação. Portanto, não há diferença entre a audiometria clínica ou ocupacional.

O que é o exame audiométrico de referencia e o sequencial?

São exames que, de acordo com o Anexo 1 da Norma Regulamentadora 7 (NR7) têm o objetivo de permitir a comparação dos limiares auditivos de um mesmo trabalhador ao longo do tempo de trabalho na empresa para fins de prevenção. Estes exames não têm relação com a finalidade do exame (admissional, periódico ou demissional). Ou seja, nem sempre o exame admissional será o exame de referência do trabalhador.

De acordo com o item 3.6.1 do Anexo 1 da NR-7 (…) “o exame audiométrico de referência é aquele com o qual os sequenciais serão comparados e cujas diretrizes constam dos subitens abaixo, devendo ser realizado:
a) quando não se possua um exame audiométrico de referência prévio;
b) quando algum exame audiométrico sequencial apresentar alteração significativa em relação ao de referência, conforme descrito nos itens 4.2.1, 4.2.2 e 4.2.3 desta
norma técnica.”(…)

Ainda de acordo com a o Anexo 1 da NR-7, o item 3.6.2 diz: (…)”o exame audiométrico sequencial é aquele que será comparado com o de referência, aplica-se a todo trabalhador que já possua um exame audiométrico de referência prévio, nos moldes previstos no item 3.6.1.1 da norma citada acima.” (…)

Quando devo fazer o reteste audiométrico?

De acordo com o Anexo 1 NR-7, um novo exame audiométrico de referência deve ser realizado sempre que algum exame sequencial preencher os critérios desencadeamento ou agravamento de perda auditiva induzida por níveis depressão sonora elevados. Veja o que está descrito na Norma:

4.2.4. Para fins desta norma técnica, o exame audiométrico de referência permanece o mesmo até o momento em que algum dos exames audiométricos sequenciais for preenchido algum dos critérios apresentados em 4.2.1, 4.2.2 ou 4.2.3. Uma vez preenchido por algum destes critérios, deve-se realizar um novo exame audiométrico,  dentro dos moldes previstos no item 3.6.1 desta norma técnica, que será, a partir de então, o novo exame audiométrico de referência. Os exames anteriores passam a
constituir o histórico evolutivo da audição do trabalhador.
(…)
4.2.1. São considerados sugestivos de desencadeamento de perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados, os casos em que os limiares auditivos em
todas as frequências testadas no exame audiométrico de referência e no sequencial permanecem menores ou iguais a 25 dB(NA), mas a comparação do audiograma
sequencial com o de referência  mostra uma evolução dentro dos moldes definidos no item 2.1 desta norma, e preenche um dos critérios abaixo: a. a diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos no grupo de frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA); b. a piora em pelo menos uma das frequências de 3.000, 4.000 ou 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 15 dB(NA).

4.2.2. São considerados, também sugestivos de desencadeamento de perda auditiva induzida por níveis depressão sonora elevados, os casos em que apenas o exame
audiométrico de referência apresenta limiares auditivos em todas as frequências testadas menores ou iguais a 25 dB(NA), e a comparação do audiograma
sequencial com o de referência mostra uma evolução dentro dos moldes definidos no item 2.1 desta norma, e preenche um dos critérios abaixo: a. a diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos no grupo de frequência de 3.000, 4.000e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA); b. a piora em pelo menos uma das frequências de 3.000, 4.000 ou 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 15 dB(NA). 4.2.3. São considerados sugestivos de agravamento da perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados, os casos já confirmados em exame audiométrico de referência, conforme item 4.1.2., e nos quais a comparação de exame audiométrico sequencial com o de referência mostra uma evolução dentro dos moldes definidos no item 2.1 desta norma, e preenche um dos critérios abaixo:

a. a diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos no grupo de frequência de 500, 1.000 e 2.000 Hz, ou no grupo de frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA);”  b. b. a piora em uma frequencia isolada iguala ou ultrapassa 15 dB (NA).